WHISKY GALORE . CONFERÊNCIA


WHISKY GALORE . CONFERENCE

Poesia e Música Portuguesa e Escocesa

Portuguese and Scottish Music and Poetry

Biblioteca Álvaro de Campos QUA 09 OUT 18h00 . Conferência de Imprensa

Public Library, Wednesday, Oct 9, 18:00 . Press Conference

Clube de Tavira DOM 13 18h00 . Recital

Tavira Club, Sunday, Oct 13, 18:00 Recital

Casa Álvaro de Campos DOM 13 22h00. despedida dos poetas

Casa Álvaro de Campos, Sunday, Oct 13, 22:00 poets’ farewell

Porque Álvaro de Campos estudou em Glasgow, este ano recebemos a visita de dois poetas escoceses que trabalham em conjunto com dois poetas de Tavira. Seus poemas traduzidos de e para Inglês, Escocês e Shetlandic, formam este recital que inclui música portuguesa e escocesa para piano com Marcelo Montes tocando excertos dos escoceses Craig Armstrong e James MsMillan, e dos portugueses Ruy Coelho e Luis Tinoco. A Casa Álvaro de Campos e os poetas portugueses Pedro Jubilot e Vitor Cardeira recebem os escoceses Christine De Luca e Christie Williamson.

Because Álvaro de Campos has studied in Glasgow, this year we receive the visit of two Scottish poets that will work together with two poets from Tavira. Their poems will translated to and from Portuguese, English and Shetlandic, form this recital that includes Portuguese and Scottish music for piano with Marcelo Montes playing excerpts from the Scots Craig Armstrong and James MsMillan, and from the Portuguese Ruy Coelho and Luis Tinoco. The Casa Álvaro de Campos and portuguese poets Pedro Jubilot and Vitor Cardeira recebem os escoceses Christine De Luca e Christie Williamson.

Nossa convidada Christine De Luca é uma poeta e novelista escocesa que escreve em Inglês e no dialeto de Shetland. De 2014 – 2017 foi nomeada Bardo de Edinburgo – poeta laureada pela Cidade de Edimburgo. Veja abaixo seu poema Bloco de gelo online

Our guest Christine De Luca is a Scottish poet and novelist who writes in English and in Shetland Dialect. From 2014 – 2017, she was Edinburgh Makar – poet laureate for the City of Edinburgh. Look down to see her poem Ice-Floe on-line

Ice Floe on-lineShetlandic

Christine De Luca

We scrit wir wirds ta mak connection
wi laands whaar eence dey wir a link;
dan dirl dem oot alang meridians
tae aa erts roond wir virtual wirld.

Eence, uncans cam bi oar or sail:
a lang sea circle vaege, da wirds
maist likely faered. Wir wirds birl
aff a satellites an starns; loup an tirl,

crackle lik mirry-dancers i da lift.
We set dem sheeksin owre Arctic distances
ta gently rummel Babel’s Tooer, an bigg
a hoose instead ta hadd wir difference.

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Ice Floe on-line

Christine De Luca

We write our words to make connection
with lands where once there was a link;
then send them zinging along meridians
in all directions round our virtual world.

At one time news came by oar or sail:
a long sea circle journey, the words
most likely feared. Our words dance
off satellites and stars; they leap and twirl,

crackle like aurora borealis in the sky.
We set them blethering across arctic distances
to gently topple Babel’s Tower, and build
a house instead to hold our difference.

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Bloco de gelo online

Christine De Luca

Nós escrevemos nossas palavras para fazer conexão
com terras onde antes havia uma ligação;
depois as atiramos zunindo ao longo dos meridianos
por todo lado em volta do nosso mundo virtual.

Em tempos as notícias vinham a remo ou vela:
uma longa jornada marítima circular, as palavras
provavelmente temidas. Nossas palavras dançam
desde satélites e estrelas; elas pulam e giram

crepitam como a aurora boreal nos céus.
Nós as fazemos tagarelar em distâncias árticas
para destruir aos poucos a Torre de Babel e construir
no lugar uma casa para guardar as nossas diferenças.

tradução de T. Leão

Soondscapes . Shetlandic

Christine De Luca

I da dizzied hoose, a strum of flechs baet
endless drums fornenst a frenzied window.
Belligerent, dey want nedder in nor oot.

Apö da broo, ahint a wheeshtit chapel,
twa windmills spin new soondscapes owre
da laand, kert-wheelin alleluias.

Cloistert granite hadds a orchestration
o birds, a oorie whirr, a vimmerin
o whaaps an peewits. Da wind

troo da grind is a spaekin in tongues
wi da bruckit feed-hoop tunin in:
idder-wirdly, intimately insistent.

Aa dis music ta lö tae, ta slip inta:
a aald organ nönin, a hushie hubbelskyu.
Up owre da hill, airms turn, da haert lifts.

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Soundscapes

Christine De Luca

In the dizzied house, a strum o flies beat
endless drums against a frenzied window.
Belligerent, they want neither in nor out.

On the brow of the hill, behind a silent chapel,
two windmills spin new soundscapes over
the land, cart-wheeling alleluias.

Cloistered granite holds an orchestration
of birds, an eerie whirr, tremulous sounds
of curlew and lapwing. The wind

through the metal gate is a speaking in tongues
with the broken feed-hoop tuning in:
other-worldly, intimately insistent.

All this music to attend to, to slip into:
an old organ droning, an uproarious lullaby.
Up over the hill, arms turn, the heart lifts

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Paisagens Sonoras

Christine De Luca

Na casa sonolenta, insetos tamborilam
infindavelmente contra uma janela, frenéticos.
Beligerantes, eles não querem sair nem ficar.

No alto da colina, atrás de uma capela silenciosa,
dois moinhos-de-vento sopram novas paisagens sonoras
sobre a terra, em aleluias de rodas que giram.

Granito enclausurado retém uma orquestração
de pássaros, um zumbido sinistro, sons trêmulos
dos maçaricos-reais e dos abibes. O vento

através do portão de metal é como um falar em línguas
com o casquilho quebrado afinando um som:
de outro mundo, intimamente insistente.

Toda essa música para se ouvir, para entranhar:
o som de um velho órgão, uma canção de ninar ruidosa
Para a colina viram-se os braços, ergue-se o coração.

tradução T. Leão

Nosso convidado, o poeta Christie Williamson nascido em Shetland e hoje radicado em Glasgow, teve suas traduções da obra de Federico Garcia Lorca para o Shetlandic publicadas pela Hansel Co-operative Press. Veja abaixo sua tradução para a Canção do Ginete.

The poet Christie Williamson, born in Shetland and living in Glasgow, had his translations of Federico Garcia Lorca’s poetry into Shetland dialect, published in 2009 by Hansel Co-operative Press.

Da Sang O Da Rider . Shetlandic

Federico Garcia Lorca

Cordoba.
Faur awa an lanerly.

Black horse, foo mön
an olives i mi saddle bag.
Although I keen da rodds ahead
A’ll nivver win ta Cordoba.

Trowe da wind, trowe da plain
black horse, rid mön.
Daeth is watchin me
fae da tooers o Cordoba.

Ah, foo lang da rodd is!
Ah, mi brave horse!
Ah, foo daeth waets for me
afore I win tae Cordoba!

Cordoba.
Faur awa an lanerly.

translation Christie Williamson

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Canción de Ginete

Federico Garcia Lorca

Córdoba.
Lejana y sola.

Jaca negra, luna grande,
y aceitunas en mi alforja.
Aunque sepa los caminos
yo nunca llegaré a Córdoba.

Por el llano, por el viento,
jaca negra, luna roja.
La muerte me está mirando
desde las torres de Córdoba.

¡Ay qué camino tan largo!
¡Ay mi jaca valerosa!
¡Ay que la muerte me espera,
antes de llegar a Córdoba!

Córdoba.
Lejana y sola.

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Slippit . Shetlandic

Christie Williamson

I’d reddir be a rat
as a haund on a bucketfu
o boondless drifters
at crossed da line
ithoot keenin fu ta turn
dir ploos inta crosses,
seekin ta sneak dir wye
oot a wattirs at wid rive
dem sinew be teddired sinew
til dey wir nawtheen
left fir a unkin shore
ta swalloo hale, nae sinkin ship
ta push on intae
uncharted moratoria
laek a doo at fan nae branch,
at lat hir sang
escaep.

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Released

Christie Williamson

I’d rather be a rat
than a hand on a bucketful
of boundless drifters
that crossed the line
without knowing how to turn
their ploughs into crosses
seeking to sneak their way
out of waters that would tear
them sinew by tethered sinew
until there was nothing
left for an unknown shore
to swallow whole, no sinking ship
to push on into
uncharted moratoria
like a dove that found no branch,
that let her song
escape.

Liberto

Christie Williamson

Eu preferia ser um rato
do que ter em mãos um monte
de andarilhos sem fronteiras
que ultrapassaram as marcas
sem saber como transformar
seus arados em cruzes
procurando esgueirar-se
para fora das águas que estraçalhariam
seus nervos e ligamentos
até que não houvesse mais nada
que uma praia desconhecida pudesse
engolir inteiro, nenhum navio afundando
para entrar na negociação de uma
moratória por definir
como uma pomba que não encontrou ramo,
e deixou seu canto
escapar.

tradução T. Leão

Vitor Gil Cardeira,escritor, antropólogo, professor e editor. Escritor algarvio conotado com a corrente literária barroco-surrealista, é um dos anfitriões, com a Casa Álvaro de Campos, dos poetas escoceses que estarão em Tavira para a FESTA DOS ANOS DE ÁLVARO DE CAMPOS 2019. Ver um poema seu abaixo.

Vitor Gil Cardeira, writer, anthropologist, professor and publisher. A writer from the Algarve connoted with the baroque-surrealist literary current, he is one of the hosts, with Casa Álvaro de Campos, of the Scottish poets who will be in Tavira for the FESTA DOS ÁOS DE ÁLVARO DE CAMPOS 2019. See below one of his poems.

De onde caem as pedras

Vitor Cardeira

de onde caem as pedras
que me atingem a linguagem
e libertam os silêncios
do princípio quando a tua presença
nos cruentos caminhos de lama e sangue
desagua na torrente de fogo
que a paixão acolhe?

de onde caem as almas que acompanham as pedras?

nunca conhecerás a origem
do que cai
nas sombras do vazio
dos outros.

(a pedra que me atingir ecoará no momento

da separação dos breus errantes)

as pedras caem e não rolam.
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Where the stones fall from

Vitor Cardeira

where do the stones fall from
that hit my speech
and release the silences
of the start when your presence
in the bloody paths of sludge and blood
pours into the torrent of fire
that shelters the passion?

where do the souls that accompany the stones fall from?

you will never know the origination
of what falls
in the shadows of the emptiness
of others.

(the stone that hits me will echo in the moment

of the separation from the errant darkness)

the stones fall and don’t roll.

translation by J.Coston & T.Leão

Atravessando a calmaria

Vitor Cardeira

Às vezes aparecem na cidade
Figuras recortadas na paisagem brusca
Retirando da luz a sombra que cresce
Na calçada pardacenta

Um homem senta-se numa cadeira azul
E o vento fustiga-lhe o rosto
Quantas vezes já o dissera – imaterial

São três horas da tarde e o crepúsculo
Assoma-se por detrás da noite
Uma mulher que o sopro da ventania não incomoda
Observa o que as horas aspergem
No desassossego dos sentimentos encriptados
Na voragem das palavras cruéis

Atravessando a calmaria que a envolve
Aproxima-se da cadeira azul
Enquanto o relógio da torre açoita o ar diverso
Debruça-se suavemente sobre a cadeira
E beija o cabelo revolto do homem sentado

O relógio repete a linguagem do tempo
Três vezes na cidade
Engolida pela sombra
As árvores se despem para enfrentar o frio

O beijo atira o homem até os confins de si mesmo
Até onde a solidão desaparece
E o mar morno contorna o emergir das palavras

A mulher reergue-se do beijo
E desloca-se imparável
Para o fim da rua
Onde a espera a eternidade

A noite cobriu de trevas a cidade
E o homem renasce na esplanada de cadeiras azuis
Bebendo uma cerveja
Com figuras que convergem
No esquecimento da dor

O caminho divergente acontece
Quando as rédeas do afeto não resistem
Ao que materializa a solidão

Contra a tempestade
Ergue-se a dor

Crossing the lull

Vitor Cardeira

Sometimes show up in the city
Figures silhouetted figures against the rough landscape
Taking the growing shadow out of the light
On the gray sidewalk

A man sits on a blue chair
And the wind hits his face
How many times has he said it – immaterial

It’s three o’clock in the afternoon and the dusk
Takes over behind the night
A woman who isn’t bothered by the wind
Watches what the hours sprinkle
In the disquiet and encrypted feelings
In the vortex of cruel words

Crossing the lull that surrounds her
She approaches the blue chair
While the tower clock beats the mixed air
She leans gently over a chair
And kisses the shaggy hair of the man sitting there

The clock repeats the language of time
Three times in the city
Swallowed by the shadow
The trees undress to face the cold

The kiss throws the man up to the limits of himself
As far as where loneliness disappeares
And the warm sea bypasses the emerging words

The woman rises from the kiss
And moves unstoppable
To the end of the street
Where eternity awaits

The night covered the city with darkness.
And the man is reborn on the terrace of blue chairs
Drinking a beer
With figures that converge
Into the forgetfulness of the pain

The divergent path happens
When the ribands of affection can’t resist
To what materializes the solitude

Against the storm
The pain rise

translation T.Leão & J.Coston

Pedro Jubilot, professor do agrupamento de Escolas D.Manuel I, licenciado em línguas e literaturas modernas, é um dos anfitriões, com a Casa Álvaro de Campos, dos poetas escoceses que estarão em Tavira para a FESTA DOS ANOS DE ÁLVARO DE CAMPOS 2019. Ver poema seu abaixo.

Pedro Jubilot, a teacher of the Schools D. Manuel I, graduated in languages ​​and modern literatures, is one of the hosts, with Casa Álvaro de Campos, of the Scottish poets who will be in Tavira for the FESTA DOS ÁOS DE ÁLVARO DE CAMPOS 2019. See below one of his poems.

“a última visita de álvaro de campos a tavira”

Pedro Jubilot

a paisagem vista da mesa do café
imagem de infância: largo da alagoa
igreja da nossa senhora da ajuda

o homem que de gabardine cinzenta
atravessa a pé a velha ponte romana
olhando para o rio de uma maré baixa

o homem que de roupa interior branca
atravessa o corredor da residencial sécqua
olhando para o espelho acendendo um cigarro

uma mulher chegando num carro preto
olhando para o edifício fugindo da chuva
toca a campainha e sobe apressada

uma mulher musa que traz cartas e mapas
projectos e quer saber a porta do quarto
do senhor engenheiro bate e ele abre-a

o homem alto e magro cabelo liso aparado
tem febre e escreve: “cada rua é um canal
de uma Veneza de tédios” a frase solitária
premindo as teclas da underwood”

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“the last visit of álvaro de campos to tavira”

the landscape seen from the cafe table
a childhood image: alagoa square
the church of our lady of perpetual help

the man that in his grey raincoat
walks across the old roman bridge
looking at the river at low tide

the man that in white underwear
crosses the corridor of the sequa hostel
looking in the mirror while lighting a cigarette

a woman arriving in a black car
looking at the building from the rain
rings the bell and hurries upstairs.

a female muse who brings letters and maps
projects and wants to know which is the bedroom door
of the engineer knocks and he opens it.

the tall, thin man with smooth straight hair
has a fever and writes: “each street is a canal
of a Venice of boredom” the solitary sentence
pressing the keys of the underwood”

translation by J.Coston & T.Leã

| tavira ~ algarve ~ portugal |

eu também não percebia muito bem o que significava turismo cultural,… o que pode mesmo a terra natal de um escritor dizer assim tanto sobre ele? ninguém escolhe onde nasce, muito menos poderia um heterónimo

não acreditava que era possível sentir a emoção que não dou a mim nem à minha vida, na estranha e doce melancolia da bipolaridade de álvaro de campos, sem ter passado a viver aqui, a viajar nos sentidos deste horizonte de quintal e praia

mas depois que vamos ficando, e ao vaguear por aí nos velhos cais resgatados ao salitre do tempo, pressente-se nos dias a poesia marítima, húmida e reticente… nas margens desta veneza de tédios, de um só canal, promíscuo fluído intersticial de águas doce, salgada e salobra

| blackpool ~ lancashire ~ inglaterra |

mesmo que margaret drabbic diga que este entre-estuários é um lugar horrível, apenas o será na medida em que qualquer outro lugar assim o é, para se viver a terceira idade, no terceiro milénio, o fim dos tempos, do mundo tal como o conhecíamos. tão repudiada, a morte assistida de sobre a maré negra, é afinal a contra corrente, neste vasto mar negro de écrans, onde plasmados, assistimos a toda a espécie de destruição e exuberante violência, complacentes, despudoradamente resistindo como indivíduos, neste raio de transição

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| tavira ~ algarve ~ portugal |

Pedro Jubilot

I, too, have no clear understanding of the meaning of cultural tourism; what can the place of birth of a writer possibly say about him? no one chooses where he is born, and even less can a heteronym so choose.

I did not believe it was possible to feel the emotion that I have not allowed into myself and my life, in the strange and sweet melancholy of Álvaro de Campos’ bipolarity, until I came to live here in Tavira, and to travel through the senses of this horizon of back plot and beach.

But after staying, and after wandering through the old wharfs recovered from the saltpeter of time, there can be sensed in the days, the presence of a maritime, moist, reticent poetry, on the banks of this venice of tedium, on the banks of a single channel, the promiscuous interstitial fluidity of salt, brackish and fresh water.

| blackpool ~ lancashire ~ england |

although margaret drabble says that this place, set between estuaries, is a horrible place, it will only be so insofar as any other place will be the same, spending one’s third age, in the third millennium, the end of time in the world as we have known it. so repudiated, death assisted by the black tide, and finally the counter current, in this vast sea of screens, where shaped, we are present at every kind of destruction and rampant violence, complacent, disparagingly resisting as individuals, in this thunderbolt of transition.

translation J.Coston & T.Leã

PARTICIPANTES

Christie Williamson passou seus primeiros anos em Yell, a segunda maior ilha das Shetland. Estudou na Universidade de Stirling entre 1994 e 1999, e vive em Glasgow desde 2002.
Seus poemas foram publicados em revistas e antologias em toda a Escócia, e premiados em competições. Arc o Möns, um livro com suas traduções da poesia de Federico Garcia Lorca no dialeto Shetlandico dialect, foi publicado em 2009 pela Hansel Co-operative Press. Foi um dos vencedores do Callum Macdonald Memorial Award em Maio de 2010. Sua primeira coleção de poemas,  Oo an Feddirs, foi publicada em 2015 pela Luath Press.

Christie Williamson spent his early years in Yell, the second largest island in the Shetlands. He studied at Stirling University between 1994 and 1999, and has been living in Glasgow since 2002.
His poems have been published in magazines and anthologies throughout Scotland, and selected in competitions. Arc ou Möns, a book with his translations of the poetry of Federico Garcia Lorca in the Shetland dialect, was published in 2009 by Hansel Co-operative Press. He was one of the winners of the Callum Macdonald Memorial Award in May 2010. His first collection of poems, Oo an Feddirs, was published in 2015 by Luath Press.

Christine De Luca publicou seis coleçtâneas de sua poesia em Inglês e Shetlandic. Dois deles ganharam o  Shetland Literary Prize. Tem trabalhado em colaboração com o músico de jazz Tommy Smith e a violinista Catriona Macdonald, e tem sido membro ativo da Shore Poets em Edimburgo.  Seu primeiro romance foi publicado em 2011. É uma das fundadoras da Hansel Co-operative Press que foi criada para promover trabalhos artísticos e literários em Shetland e Orkney.  Christine de Luca foi Makar de Edimburgo (poeta laureada) de 2014 a 2017.

Christine De Luca published six collections of her poetry in English and Shetlandic. Two of them won the Shetland Literary Prize. She has worked in collaboration with jazz musician Tommy Smith and violinist Catriona Macdonald, and has been an active member of Shore Poets in Edinburgh. Her first novel was published in 2011. She is one of the founders of Hansel Co-operative Press which was created to promote artistic and literary works in Shetland and Orkney. Christine de Luca was Makar of Edinburgh (laureate poet) from 2014 to 2017.

Pedro Jubilot Professor, escritor, poeta. Editou fanzines, webzines e outras folhas volantes. Em 2001 foi vencedor do concurso ‘Micro-contos de Natal’ do jornal ‘Público’ com «Visita». Em 2012-13, publicou mensalmente no ‘Cultura.Sul’ (Postal do Algarve) a colectânea «Contos na Ria Formosa». Em 2013 saiu com o seu livro «Postais da Costa Sul», que serviu de mote para a seguir criar a editora CanalSonora – uma pequena estrutura independente, sem fins lucrativos, que se centra na divulgação artística, essencialmente na escrita e na imagem.

Pedro Jubilot. Teacher, writer, poet. He edited fanzines, webzines, and other flyers. In 2001, he won the ‘Christmas micro-tales’ contest by the ‘Público’ newspaper with ‘Visit’. In 2012-13, he published monthly in ‘Cultura.Sul’ (Postal of Algarve) the collection «Tales in Ria Formosa». In 2013 his book “Postcards of the South Coast” was launched and this was the motto to later create CanalSonora – a small independent, non-profit publishing house that focuses on artistic dissemination, essentially writing and image.

Vítor Gil Cardeira Nasceu em Conceição de Tavira em 1958. Escritor, antropólogo, professor e editor. Escritor algarvio conotado com a corrente literária barroco-surrealista. Sócio fundador da editora “4 águas” e proprietário da editora “edições Cativa”. Livros publicados: Transeuntes (contos); – Partículas (poesia); passagem através do fogo (estórias do quotidiano); A Leste de Tavira (monografia etno-histórica); Uma mulher Disponível (conto); Exilados (conto); Espuma Evanescente (antologia breve); Poema Falido (folha volante); Cicatrizes (contos e alegorias). Danças (poesia); Escaras (poesia). Participou em diversas antologias e revistas.

Vitor Gil Cardeira Born in Conceição de Tavira in 1958. Writer, anthropologist, teacher and publisher. Algarve writer connoted with the Baroque-Surrealist literary current. Founding partner of “4 águas” publishing house and owner of “Cativa” publishing house. Published the books: Passers-by (short stories); – Particles (poetry); passage through fire (everyday stories); East of Tavira (ethno-historical monograph); One Woman Available (tale); Exiles (tale); Evanescent Foam (short anthology); Poem Bankrupt (flywheel); Scars (tales and allegories). Dances (poetry); Escaras (poetry). Participated in several anthologies and magazines.

Marcelo Montes (piano) iniciou estudos de piano aos 18 anos no Conservatório de Vila Real de Santo António. Frequentou masterclasses em Lagos, Portimão e Lagoa. Após uma interrupção retomou sozinho seus estudos em 2015 treinando nos pianos da Casa Álvaro de Campos e da Igreja da Misericórdia. A CAC organizou uma ação entre cidadãos para comprar-lhe um teclado. Seus recitais em Tavira já lhe valeram, entre outros, um convite da The Cornwall Polytechnic Society (the Poly) para apresentar-se em Falmouth.

Marcelo Montes (piano). Iniciou estudos de piano aos 18 anos no Conservatório de Vila Real de Santo António. Frequentou masterclasses em Lagos, Portimão e Lagoa. Após uma interrupção retomou sozinho seus estudos em 2015 treinando nos pianos da Casa Álvaro de Campos e da Igreja da Misericórdia. A CAC organizu uma ação entre cidadãos para coompar-lhe um teclado. Seus recitais em Tavira já lhe valeram, entre outros, um convite da The Cornwall Polytechnic Society (the Poly) para apresentar-se em Falmouth.

Marcelo Montes (piano). He started his piano studies at the age of 18 at the Vila Real de Santo António Conservatory. He has attended masterclasses in Lagos, Portimão and Lagoa. After an interruption, he resumed his studies in 2015, training by himself on the pianos of Casa Álvaro de Campos and the Igreja da Misericórdia. The Casa Álvaro de Campos has organized a citizen’s crowdfunding to acquire him a keyboard. His recitals in Tavira have earned him, among others, an invitation from The Cornwall Polytechnic Society (the Poly) to perform in Falmouth.

John Coston tradutor. Tem mestrado em Inglês e Pós-Graduação em Linguística Aplicada. Trabalhou como professor e formador de professores na, India e Médio Oriente, e como consultor do Reino Unido no Egito, Seychelles e Angola. Seu trabalho como tradutor e editor tem se desenvolvido em Portugal, maioritariamente em Évora para autoridades regionais, para a universidade, empresas, organizações culturais e turísticas. Vive em Tavira.

John Coston. Translator. Has a master’s degree in English and Postgraduate in Applied Linguistics. He has worked as a teacher and teacher trainer in India and the Middle East, and as an UK consultant in Egypt, Seychelles and Angola. His work as a translator and editor has been developed in Portugal, mostly in Évora for regional authorities, the university, private sector, cultural and tourist organizations. Lives in Tavira.

Tela Leão dramaturgista, tradutora, programadora cultural, atriz. Tem formação em música pelo Instituto Musical de São Paulo, cursou Arquitetura e Urbanismo na Universidade de São Paulo. Vive em Tavira desde 2007. Na Expo de Lisboa respondeu pela programação dos países participantes. Dirigiu a programação cultural Portuguesa nas Expos de Hannover 2000, Zaragoza 2008, e Lisboa em Festa em 2004 e 2005. Participou da equipa de programadores do Centenário da República. Presidente da Partilha Alternativa Associação.

Tela Leão. dramaturgist, translator, cultural programmer, actress. Studied music at the Musical Institute of São Paulo, studied Architecture and Urbanism at the University of São Paulo. Lives in Tavira since 2007. At the Lisbon Expo she was responsible for the cutural programming of the participating countries. She directed the Portuguese cultural programme at the Expo Hannover 2000, Expo Zaragoza 2008, and the programme Lisboa em Festa in 2004 and 2005. She integrated the Centenary of the Republic programmers’ team. President da Partilha Alternativa Associação

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