No tempo em que festejavam o dia dos meus anos . more info

11h00 Apresentação pela Profª Teresa Rita Lopes

15h00 . POEMUS . FLAGRANTE DELITRO

Intervenções

15h30 em diante – Intervenções

Que espécie de gente serei para os que me veem? Maria João Serrado

Durante toda a sua vida, Pessoa questionou-se sobre a imagem que os outros teriam de si. Durante toda a sua vida, o Poeta tentou ver-se de fora, mas nunca o conseguiu, como o próprio constatou. “Que espécie de gente serei para os que me veem?” -questionou num trecho destinado ao ‘Livro do Desassossego’. Tentaremos responder.

Cecília Meireles e os poetas de Orpheu: Fernando Pessoa e Côrtes-Rodrigues. Anabela Almeida

Em 1934 Cecília Meireles visitou Portugal pela primeira. Nas universidades de Lisboa e Coimbra deu palestras, que receberam calorosa recepção, e marcou um encontro com Fernando Pessoa, que não se realizou. Dez anos depois, em 1944, a poetisa brasileira publica, no Brasil, ‘Poetas Novos de Portugal’, uma antologia que, tal como o seu nome indica, pretendia revelar a moderna poesia portuguesa, e inclui nela dois poemas de Côrtes-Rodrigues, ‘Outro’ e ‘Só’, que retirou da revista Orpheu. Cremos ter sido o envio de um exemplar deste livro ao poeta açoriano que marca o encontro destes dois poetas de língua portuguesa e o início da correspondência que, nos dezoito anos seguintes, estabeleceriam.

Viagem Interpersonalitária – Montagem dramática inédita de textos pessoanos (excertos) de Teresa Rita Lopes. Luísa Monteiro

Sensações: ecos da ‘Orpheu’ no ‘Livro do Desassossego’
Ricardo Belo de Morais

Aborda a opção de Fernando Pessoa em fazer da ‘Orpheu’ tema de conversa e aproximação com Vicente Guedes; e como a auto-biografia sem factos que virá a ser o Livro espelha bem o primado das sensações sobre a acção, especialmente na fase Bernardo Soares – ‘Que sou eu para mim? Só uma sensação minha’ – e na definição do auto-retrato do semi-heterónimo. Assim como a ‘Orpheu’ foi ‘extinta e inextinguível’, também o Sensacionismo deixou sementes no Livro de espelho da vida de um homem que foi alguém ‘para quem o mundo exterior é uma realidade interior’.